terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Não há mudanças nas promessas de Deus


“Pois, para com as suas iniqüidades usarei de misericórdia, e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12). Se eu perguntasse: o que este texto registrado na Bíblia tem a ver com o Natal, o que você diria? Saiba que este é o pano de fundo da encarnação do Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Por isso, esta promessa reflete totalmente o Natal, descreve o perdão eterno de Deus e a sua Nova Aliança para com os que crêem no Messias como Salvador!

Antigamente se dizia que boa parte do mundo comemorava o Natal, mas hoje não podemos usar esta expressão. O resgate cultural religioso, as guerras e o extremismo político, entre outros, agora o enxerga como algo que precisa ser destruído. Até mesmo os cristãos transformaram o Natal em uma festa de reunião familiar. O mistério da encarnação, o nascimento do redentor, lembrado na doce melodia “nasce Jesus, fonte de luz...”, perdeu o efeito do milagre da chegada do perdão de Deus entre nós.

Embora haja tantas nuvens negras sobre esta data, elas não poderão ocultar a alegria da salvação, a mesma que uns pobres pastores ouviram: “E um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura. De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2.9-14).

O mundo e toda sua correria que desvia, engana e seduz, pode acrescentar ou arrancar da comemoração do Natal somente aquilo que é exterior, seja o dinheiro, a atenção dos indiferentes, a comida, a vaidade, a bebida em excesso e a desordem. Entretanto, a notícia dos anjos aos pastores no campo esta marcada em nossos corações como “Boas novas de grande alegria”. Não importa que a multidão corra atrás do consumo e do lucro, quem foi conduzido por Deus a Jesus tem em seu coração o selo do Espírito Santo, e nada e ninguém pode desviá-lo do amor de Deus manifestado na encarnação de Jesus.

23.12.2008



Mário Lúcio Nascimento
Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A simplicidade do natal


O tempo atual é de crise. A incerteza quanto ao futuro pesa sobre os ombros de todos com a ameaça de menor atividade econômica e desemprego. Mas o tempo é também de festa, uma festa cristã há muito associada a dar e receber presentes: o Natal. Podemos, portanto, usar a oportunidade da atual crise para repensar o papel do Natal, uma festa que passou a ser uma celebração do consumo, muitas vezes de excessos e desperdícios. Esta talvez seja uma hora propícia para considerar como seria um Natal, uma festa em família ou entre amigos em que os desejos de consumo ficassem em segundo plano.
Uma boa hora para refletir como seria o encontro com as pessoas que amamos se não houvesse a intermediação dos objetos, das coisas, dos presentes materiais. Refletir sobre o desafio de usar a imaginação e a criatividade para criar momentos felizes tendo como principais valores a simplicidade, os sentimentos e a descoberta do que é realmente importante na vida.
Este artigo, escrito por Helio Mattar, no Jornal Folha de S Paulo, não é de fonte religiosa. Embora a simplicidade comentada no artigo seja de origem cristã, a pergunta é: será que alguém, cristão ou com influência cristã conseguiria fugir do consumismo natalino? Será que poderíamos ser tão objetivos com respeito a encarnação de Jesus, a ponto de não substituí-la pelos presentes e festas, que a época oferece?
Infelizmente o consumo foi o que restou da comemoração do nosso “Sol da Justiça, o Senhor Jesus Cristo” (Ml 4.2). Não conseguimos afastar o ato de comprar, contudo continuamos crendo que isto é uma prova da vinda do Messias. Boa parte das antigas religiões, que não acreditam em Deus, se orgulham dos rituais que são considerados anteriores a vinda de Cristo. Com estes rituais sem vida o diabo não se preocupa, mas sim, com a presença ativa do amor do Pai através de Jesus.
A simplicidade, que é o pano de fundo do Natal, não tem condições de ser vivida pela sociedade. Ela agora é pessoal ou entre uma pequena comunidade ou nos corações de quem mantém uma proximidade com Deus; é um status de quem ainda guarda no coração o amor pelas almas. O mesmo tipo de amor que o Filho de Deus trouxe ao mundo. A simplicidade do Natal está na mente daquele que vive em submissão ao Senhor. Amém!
Fonte: Debate/Tendências, Folha de S.Paulo
17.12.2008
Mário Lúcio Nascimento
Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Perseverar é preciso


Se pararmos de confrontar com a Verdade, o culto à aparência se instalará e a hipocrisia será a nossa companheira ao longo do caminho. Mas, se perseverarmos em convidar pessoas preocupadas com a santidade e a implantação do Reino de Deus, a aproximarem-se mais de Jesus, certamente que alcançaremos a graça da eterna intimidade.

Definitivamente, o progresso é construído pelos perseverantes. Os desistentes não constroem nada. Desistentes sentam na beira das estradas e lamentam, as distâncias, as condições, a falta de dinheiro, de oportunidade, de educação. Desistentes se escondem, por trás da comida, da bebida, da pobreza, das dificuldades. Desistentes dormem, de manhã, de tarde, todo tempo. Desistentes não suam, e encaram qualquer empreendimento uma pura perda de tempo. Desistentes são criadores de caso, discutem com todos, com a esposa, os filhos, os amigos, só não discutem com o patrão porque desistem facilmente de trabalhar. Desistentes são amargos, incompassivos, críticos, insensíveis. Desistentes não sabem chorar, porque só choram por si mesmos. Desistentes não sabem amar, porque não conseguem deixar de imaginar que o mundo gira em torno deles. Desistentes não conhecem a coragem, porque estão sempre desistindo de enfrentar o desconhecido. Desistentes só fazem bem uma coisa: desistir.

Conheci ao longo da minha vida pastoral uma infinidade de desistentes. Alguns consegui ajudar e convencê-los da necessidade de cultivar a virtude da perseverança, outros, a última lembrança que me deixaram foi de como se parecem pelas costas. O tempo me fez esquecer de como eram, do rosto, das expressões, do sorriso; o que me fez concluir que se quero que as pessoas lembrem-se de mim, preciso aprender a ser perseverante. Perseverante nos projetos, sonhos, trabalho, oração, na vida cristã por inteiro.

Uma qualidade ressaltada pelo Espírito Santo, daquela igreja recém nascida em Jerusalém há dois mil anos, foi a perseverança. A perseverança na construção do progresso espiritual. Como valentes alistados no jovem exército do Reino, aprenderam em seu treinamento prático que a fé cristã se fundamentava em atos de perseverança: na oração, na doutrina, na comunhão e no partir do pão. Que gloriosa mistura: devoção, convivência e comensalidade! Se tivermos a sabedoria de perseverarmos nessas três frentes, buscando construir uma espiritualidade que resgate o doce sabor da devocionalidade, misturado à uma convivência pacífica e amorosa com os santos, celebrada em volta das nossas mesas, então conseguiremos sentir o paladar do Cristianismo proposto por Cristo. Por causa disso, persevero na ênfase da formação espiritual, das disciplinas espirituais, do amor ao próximo e da convivência possibilitada e facilitada, por uma congregação que sabe receber e integrar os que o Senhor acrescenta à Sua Igreja.

Não desista de ser um cristão autêntico. Mas, se esse for mesmo o seu propósito, não busque os seus modelos no mundo religioso contemporâneo. Olhe para as Escrituras. Observe os notáveis e os que se perdem entre listas de pessoas dos quais pouco se fala sobre eles, como Jabez, Epafrodito, Priscila, Áquila e muitos outros. Gente praticamente anônima, como eu e você, que está longe de ser alvo dos holofotes que iluminam celebridades. Além desses, busque seus modelos na história: Antonio do Egito, Pacômio, Gregório de Nissa, Juliana de Norwich e tantos outros cujos nomes só o Senhor da Glória conhece.

Mesmo diante de escandalosas histórias e da falta de integridade e propósitos nobres no coração de quem deveria inspirar, não desista de construir uma vida espiritual comprometida com o Evangelho. Se há uma necessidade de reforma saturando o ar respirado pelos santos, então, que façamos o caminho do deserto, sem medo das resistências, de "resultados" menos expressivos. Persevere! Continue! Lute pela causa evangélica! Influencie a vida de outros com a sua perseverança.

Em Cristo

Pr. Weber ou http://www.reflexao.org.br/

O criacionismo, a fé e a descrença


No Brasil como em outros países, observa-se uma crescente pressão de determinadas comunidades religiosas para aumentaram a influência sobre o ensino. A face mais visível da investida está na reivindicação de que a mal denominada "teoria" criacionista seja ministrada lado a lado com a teoria da evolução por seleção natural.
A obrigação do professor é apresentar a seus alunos o conhecimento mais atual e seguro, com apoio em observações e medições. É um equívoco atribuir o mesmo status a coisas tão díspares. De um lado, uma teoria aperfeiçoada e corroborada ao longo de 150 anos de estudos; de outro, uma narrativa religiosa, apoiada sobre a autoridade bíblica e recusada pela maioria dos cientistas.
Aquilo que o ser humano conhece da criação, do universo e de sua própria existência, é tão diminuto que por vezes, uma nova descoberta anula a anterior que era considerada uma verdade.
Existem duas coisas que o ser humano e até o mundo invisível não crêem e não admitem publicamente. A primeira que através da palavra, Deus criou tudo quanto conhecemos.
A segunda é que nem espíritos malignos admitem que o Senhor Jesus Cristo encarnou, como justo e santo, foi morto pelos nossos pecados na cruz, ressuscitou, subiu aos céus e em forma humana está assentado a direita de Deus Pai.
O principio da fé e o principio da descrença estão expostos em um mesmo texto da Palavra de Deus, a Bíblia, diz assim: “Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo se vê não foi feito do que é visível” (Hb 11.3). É impossível que alguém creia que o mundo foi criado por Deus, sem ter recebido o presente dEle, que é a fé. Por não se rederem a Ele, a maioria dos sábios fogem do Salvador preferindo a morte. Não siga estes passos, pois são cegos que conduzem quem não quer enxergar.
Fonte: Editorial, Folha de S.Paulo
16.12.2008
Mário Lúcio Nascimento
Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sem arrependimento não há reconstrução


A idéia dos empresários e da Secretaria de Turismo do município de Blumenau é promover nas próximas semanas eventos culturais, religiosos e sociais para animar a população. Só na cidade, a tragédia desabrigou ou desalojou 25 mil pessoas e deixou 24 mortos. Em todo o Estado, foram 123 mortes e mais de 1,5 milhão de atingidos pelas inundações.

Batizado de "Natal Alles Blau Blumenau" – "tudo azul" em alemão – , a série de eventos tem ainda o objetivo de aquecer o comércio e o turismo local. A preocupação dos lojistas e da prefeitura é mostrar aos visitantes que, apesar da catástrofe, toda a infra-estrutura turística está preparada para recebê-lo. "A gente precisa mudar o clima, dizer que estamos vivos e usar o Natal para manifestar respeito pelos que morreram na tragédia", diz o secretário de Turismo de Blumenau, Norberto Mette.

Se a natureza contribuir cessando as chuvas a idéia é boa, mas existe algo importante que nós cristãos precisamos dizer aos nossos patrícios. A mudança precisa ser mais realista e tem que começar com um novo relacionamento com Deus. Opinião, no começo das tragédias também falou e convocou as igrejas a participarem ajudando os necessitados da região atingida. Florianópolis é conhecida como a “Ilha da Magia”, devido a pratica de bruxarias a presença de vários tipos de religiosidade que abominam a Deus. Se não vivêssemos da Graça do nosso Senhor Jesus Cristo, certamente Ele já teria intervindo na região de maneira mais trágica. Não se brinca com o Deus e nem se ignora a revelação do Seu amor por nós sem colher conseqüências trágicas.

Os cristãos têm a responsabilidade de comunicar o propósito salvador de Deus através de Jesus e também alertar o povo do sul, que a pratica de magia e bruxaria precisa ser jogada fora e em seguida haver uma volta para o Deus Pai, que é o Criador da natureza.

A Bíblia alerta: “Volte-se para o Senhor, que terá misericórdia; volte-se para o nosso Deus, pois Ele dá de bom grado o seu perdão” (Is 55.7). Se esse conselho amoroso de Deus não for acatado, o aviso que foi dado através desta tragédia trará conseqüências desastrosas e eternas a quem permanecer na prática ofensiva ao nosso Deus salvador.

Fonte: Cotidiano, Folha de S. Paulo

10.12.2008

Mário Lúcio Nascimento

Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Beneficio tardio e injustiça atuante


O ex-líder seringueiro e ativista ambiental Chico Mendes recebeu oficialmente ontem, 20 anos depois de ser assassinado, o perdão do Estado brasileiro e foi anistiado pela perseguição sofrida durante a ditadura militar (1964-1985). Chico Mendes foi perseguido entre os anos de 1980 e 1984 por suas atividades sindicais e pelo ideal de preservação da Amazônia
O cabo da PM William de Paula foi inocentado da acusação de matar o menino João Roberto, 3, em julho deste ano, no Rio. Ele foi condenado apenas por lesão corporal leve (pelos estilhaços que atingiram a mãe e o irmão de João Roberto) a sete meses em regime aberto, pena substituída, segundo decisão do juiz, por uma hora semanal de serviços comunitários durante um ano. A sentença revoltou os pais de João Roberto.
Estas duas notícias ocupam o mesmo jornal de hoje. Embora a primeira seja vista como uma reparação tardia, ela ainda revela a injustiça contra quem lutou pela preservação da natureza.
A segunda notícia, não sabemos se invalida a primeira ou se faz parte do mesmo esquema. Uma família perdeu um filho e a justiça absolve o culpado pela morte da criança, dizendo que foi uma fatalidade. Como a justiça olha a dor desta família quando um representante seu age de maneira irresponsável? Como a justiça pode declarar fatalidade quando a prova do desastre mostra a incompetência da policia, que resultou na morte da criança? E por último, como um júri pode absolver uma pessoa que provocou um buraco irreparável na família que perdeu seu filho?
Não podemos fazer muita coisa porque o estado de direito é torto, e a esta altura, é impossível endireitar sem quebrar. Mas podemos dizer a família que Deus irá consolá-los. Que a justiça de Deus, que perscruta detalhes, irá dar a devida penalidade a quem não considera a vida um dom de Deus.
Que os pais de João Roberto sejam consolados pela preciosa e doce graça do Senhor Jesus Cristo. Que suas expectativas de justiça sejam firmadas no Deus que expõe os pensamentos e as intenções ocultas, pois é Ele quem lhes dará a justiça.

Fonte: Cotidiano, Folha de S. Paulo
11.12.2008
Mário Lúcio Nascimento

Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A graça e a verdade vieram com Jesus


Há cinco anos, a árvore de Natal do tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, deixou de ser iluminada. Ele tomou essa decisão por precaução, depois de ajudar a apagar um incêndio na casa do próprio vizinho, que havia sido causado por piscas-piscas utilizados como enfeite.
No incêndio, ninguém se feriu com gravidade, mas a sala foi totalmente destruída. "É muito triste chegar numa casa, em uma manhã de Natal, e todos os presentes estarem queimados, o sofá estar queimado. Tudo queimado", diz. Segundo o tenente, casos como esse são bastante comuns nesta época do ano: ele estima que 40% dos incêndios que acontecem perto do Natal têm origem na iluminação natalina. Na última sexta-feira, as luzes de uma árvore de Natal também foram as prováveis responsáveis por um incêndio na casa da apresentadora de TV Xuxa Meneghel.
Eu olhei uma caixa de luzes de Natal em uma loja e quando perguntei o preço o dono disse que era quatro reais. “Estou perguntando o preço da caixa?”,questionei. Ele respondeu que sim, a caixa inteira era quatro reais. Como sou mais velho fiquei olhando, perplexo, sem entender como uma coisa que antes era produto para a classe média agora é vendido tão barato.
A falta de qualidade dos produtos que são vendidos para o povo, são produzidos pela obsessão do lucro. É preciso vender milhões, cada vez mais, muito mais. Os acidentes, mesmo com vítimas fatais fazem parte do ganho. Infelizmente parece que quem fabrica os produtos não considera os riscos de uso de material de baixa qualidade.
Para o mundo atual o Natal não significa a comemoração da encarnação do Filho de Deus. Ele tornou-se adoração ao Deus Mamon (dinheiro), e o seu espírito chama-se lucro, sem medida e segurança. Embora estes aspectos gananciosos ganhem cada vez mais espaço, nada disso ainda pode ocultar o fato de que “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Amém!
Fonte: Cotidiano, Folha de S. Paulo
09.12.2008
Mário Lúcio Nascimento

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cenário político brasileiro


O desempenho dos 594 deputados federais e senadores eleitos em 2006 atingiu seu maior grau de aprovação, mostra pesquisa Datafolha realizada no final de novembro, mas isso não é exatamente uma boa notícia para os parlamentares, pois a reprovação deles continua altíssima entre a população.
De acordo com a pesquisa feita entre os dias 25 e 28, 19% dos entrevistados avaliam o desempenho dos atuais congressistas como ótimo ou bom, cinco pontos percentuais a mais do que o último levantamento, em março (14%). A taxa de aprovação é a maior desde que o Datafolha iniciou a avaliação dos deputados federais e senadores eleitos, em março de 2007. A melhora ocorre apesar do Congresso não ter se destacado, mais uma vez, pela produção legislativa própria.
Há muito tempo que os brasileiros, em conversas pessoais, em comentários na televisão, jornais e até mesmo Opinião já criticaram o congresso e os senadores. Escutei dizer que quem visitasse o Congresso, não conseguiria sair de lá sem estar envergonhado. Isso parece que está mudando ou será apenas resultado de ano de eleições?
Essa resposta só poderemos dar o ano que vem, mas temos que nos alegrar com essa notícia, porque ela lança um pequeno foco de luz de mudanças. Creio que os antigos congressistas, que viveram em meio à ditadura, tempo no qual não se prestava contas ou as coisas eram arquivadas facilmente, estão percebendo que seus atos políticos estão sendo vigiados.
Nenhuma nação dentro do sistema democrático conseguiu fazer mudanças na política, na fidelidade aos compromissos ou nas respostas aos eleitores em tão pouco tempo. Se a melhora este ano foi por causa das eleições, isto chega até ser positivo, porque antes não existia. As gerações de políticos e eleitores mudarão com o tempo, mas a sinalização de grandes mudanças futuras, já estão surgindo.
Este é um sinal para que os cristãos obedeçam as instruções bíblicas, embora saibamos que somente no céu teremos justiça: “... façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade...” (1Tm 2.1-2). A intercessão pelas autoridades é dever de cada um que confessa Jesus como salvador. Pedir a bênção e a correção de Deus aos nossos líderes é participar da estabilidade e tranqüilidade do nosso país.

Fonte: Brasil, Folha de S. Paulo
08.12.2008
Mário Lúcio Nascimento
Mário Lúcio é natural de Belo Horizonte, MG. Escritor e conselheiro, trabalha há mais de 30 anos na produção de mensagens e textos bíblicos usados para aconselhamento.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Acordemos...Já !


"Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida sobre ti a glória do Senhor" (Isaías 60:1).
Um homem estava dirigindo em uma estrada quando avistou uma senhora , no acostamento, tentando trocar um pneu furado em seu carro. Ele parou e ofereceu-lhe ajuda. Estava fazendo muito calor e, certamente, iria se sujar naquele trabalho, mas ficou feliz por poder ajudar uma pessoa com dificuldades. Ao terminar de trocar o pneu furado pelo sobressalente, ele se preparou para fazer o carro voltar ao chão novamente. Nesse momento, a mulher lhe falou: "Abaixe o carro devagar, por favor, meu marido está dormindo no banco de trás."
Esta anedota é bem antiga mas podemos refletir um pouco sobre ela. muitas vezes vivemos esperando que outros façam aquilo que nós mesmos poderíamos fazer. Reclamamos e murmuramos de tudo e de todos, como se fossem culpados pelas nossas lutas e desilusões, sem nos esforçarmos uma vez sequer para mudar a situação. Se não temos um emprego é porque o nosso amigo não nos indicou. Se não conseguimos a vaga na faculdade é porque outro amigo não nos ajudou nos estudos.
E assim vamos justificando todas nossas frustrações.
Mas o Senhor nos dá a solução para tudo isso: "Levanta-te!" Não podemos ficar dormindo e esperando a bênção cair do céu. Confiemos que ela virá, mas, enquanto isso, sejamos nós mesmos uma bênção. Digamos ao Senhor: "Eis-me aqui, o que devo fazer? "Deus honrará os nossos esforços. Ele nos ajudará a vencer os obstáculos e a realizar os nossos sonhos.
Enquanto estamos dormindo espiritualmente, a vida passa lá fora e, também, as maravilhas que Deus tem para nós. Ele deseja derramar sobre nós a Sua glória e levar-nos a grandes conquistas. Precisamos, pois, estar atentos e preparados.
Pr. Paulo Roberto Barbosa

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cristianismo sem poder



A presunção é uma opinião ou conceito demasiado bom que a pessoa tem sobre si mesma, que a leva a fazer demonstração pública desta visão. O presunçoso pode não ser arrogante, mas infelizmente ele acha que faz diferença entre as pessoas. Atualmente parece que os maiores presunçosos do mundo são os cristãos.

Nós cristãos temos a idéia de que a nossa fé é algo impossível de ser rejeitada, que ela continua dando a mesma quantidade de frutos que deu no primeiro século. Embora em outros lugares haja religiões diferentes da nossa, eles são influenciados pelo cristianismo e conhecem Jesus um pouco menos do que nós conhecemos.

Ontem eu recebi um e-mail de uma irmã que está morando na China, e ela está surpresa com a ausência de Jesus naquele país. O e-mail enviado por ela diz: “... a vida aqui não tem sido fácil. Tenho congregado na casa de uma família cristã brasileira. Fazemos cultos domésticos. É o que nos tem sustentado. Principalmente nesta época do ano em que Cristo deveria de alguma forma ser lembrado. Aqui Ele é totalmente inexistente. O comercio até apela em algumas regiões para os estrangeiros, que acabam consumindo enfeites e outras coisas de natal. Mas sem o menor sentido”.

O cristianismo pode ter mudado o mundo passado e encerrado culturas contrárias a Jesus e ao Pai, mas o mundo reagiu e hoje enxergamos que a cada dia mais ele é bombardeado de maneira implacável. Temos sido atacados de dentro para fora e de fora para dentro. O cristianismo vive tempos de um vazio de fé, de caráter e ética. Nos lugares onde ele existe, está a cada dia incorporando-se a política, ao comércio e ao mundo. Prega-se o bem estar pessoal e poucos, bem poucos lutam pelo testemunho de Jesus.

A evangelização atual é mais preocupada em não ofender ninguém do que falar de Jesus. Se existem lugares no mundo onde o cristianismo é inexistente ou somente uma igreja escondida, não é o sistema político que ocultou-a. Foram os testemunhos dos cristãos que não corresponderam a santidade de quem cremos; é a nossa fé que se tornou pessoal e mais voltada para nós mesmos, do que para aqueles que não conhecem Jesus.

Talvez hoje mereçamos o nome de cristãos e não os do “Caminho”, pois temos ocultado o caminho de quem não o conhece. Que a misericórdia de Deus nos ajude a nos manter entre os fiéis a Jesus, pois o tempo está no fim.


Fonte: Jorge Cláudio - Secção Opinião da Folha de S. Paulo